A sustentabilidade não é um assunto novo na construção civil,
mas ainda é tida como desafio. Isso porque construção sustentável
envolve os famosos “reduzir, reutilizar e reciclar” e coloca em prova a
consciência, o conhecimento e a criatividade do construtor. Isso mesmo.
Reduzir materiais como água, energia, cimento, areia, madeira e achar
alternativas para reutilizá-los, ou reciclá-los, envolve conhecimento,
criatividade para dar novas formas e consciência de que a ação protege o
planeta, por exemplo. Mais acessível no mercado, com materiais
alternativos, a sustentabilidade está com força na construção civil e
depende apenas do conceito de cidadãos e profissionais para existir.
E pensar nesse reaproveitamento é “preservar o planeta e entregá-lo às futuras gerações em melhores ou, no mínimo, nas mesmas condições em que ele está hoje”, acredita o arquiteto Musse Stefan, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil, em Sorocaba. Obra sustentável de acordo com o arquiteto, pode-se dizer que a construção sustentável é aquela
em que todos os processos envolvidos – desde o projeto, passando pela execução da construção e o uso do espaço construído -, contribuem para manutenção do planeta.
“Podemos ainda avaliar a sustentabilidade desde as atividades dentro do escritório onde foram feitos os projetos até a conscientização dos usuários sobre o uso do espaço construído”, observa. E para se realizar uma construção sustentável, explica ele, é preciso que haja primeiro a conscientização da importância da sustentabilidade. Um segundo passo é planejar a obra com esse conceito desde o início: o manejo de todo o material, a saída dos resíduos e assim por diante. “Muitas vezes devemos olhar para o passado e tentar não reinventar a roda. Há muita sabedoria embutida em alguns procedimentos que foram abandonados em nome do progresso”, garante ele.
água do chuveiro naturalmente. Um outro fator importante é evitar desperdício de água, com uso de equipamentos de baixo consumo – como as descargas com dupla função -, e reuso econômico da água, como sistema de reaproveitamento da chuva. O descarte consciente de resíduos de materiais, com gerenciamento de origem, uso e reciclagem – como a quantidade de madeira e reutilização posterior -, “é uma forma de evitar impactos ao meio ambiente”, garante Stefan.
Para o profissional, não há desvantagens numa construção sustentável e “em termos de custo, já é possível construir sustentavelmente. A grande mudança está nos conceitos”, garante. Quanto às vantagens, ele defende: “a principal delas é o respeito ao planeta. Há ainda a redução nos custos permanentes com consumo de água e energia”, observa. Acessibilidade do mercado Segundo o arquiteto, já estão disponíveis no mercado produtos com selo de sustentabilidade e outros que mesmo sem o selo podem ser avaliados como sustentáveis.
Para cada material, explica ele, há vários aspectos que devem ser observados: – que venham de locais próximos; que, sendo sintéticos, naturais e/ou transformados, sejam usados até o fim da vida útil, adequados para a reciclagem, reuso e reutilização; que tenham sido feitos sem agredir o meio ambiente e/ou deturpar as ordens sociais e culturais; que sejam economicamente vantajosos ao lugar e região em que são produzidos; que não poluam o meio no qual são utilizados; que colaborem para o fim das devastações ambientais.
E quanto aos equipamentos utilizados na obra, além dos conceitos anteriores, devem propiciar o reuso de duas partes; gerarem sua própria energia sem produzir resíduos ou funcionar através de alguma fonte de energia sustentável; além de aliarem suas funções eficientemente com as condições naturais do lugar em que são usados.
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